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Captura as tuas conversas e transcreve-as com diarização.
Reunião com o casal
Primeira conversa com a Joana e o Miguel sobre a história, o tom da cerimónia e os momentos que querem guardar.
Celebrante: Antes de mais, obrigada pelas duas gravações que me enviaram. Hoje queria mesmo ouvir-vos com calma — começamos pelo princípio? Como é que isto começou?
Joana: Conhecemo-nos num comboio para o Porto, num sábado de novembro. Eu ia atrasada, sentei-me no primeiro lugar livre que vi, e o Miguel perguntou-me se eu me importava de trocar de lugar com ele para ficar ao pé da janela. Ri-me, troquei, e ainda hoje gozo com ele por causa disso.
Miguel: O que ela não conta é que eu reparei logo que estava a ler o mesmo autor que eu tinha na mochila. Tirei o livro, mostrei-lhe, e depois disso já não houve forma de calar nenhum dos dois durante a viagem inteira. Saímos no Porto e já tínhamos combinado um café.
Joana: Esse café acabou por durar quatro horas. Falámos das famílias, do que líamos, da cidade onde tínhamos crescido. Lembro-me de pensar, no comboio de regresso, que aquilo era estranhamente fácil.
Celebrante: E a partir daí? Como é que a relação foi crescendo?
Miguel: Foi sem pressas. Vivíamos em cidades diferentes nos primeiros meses, e isso obrigou-nos a escrever muito — mensagens longas, cartas, listas de coisas que queríamos fazer juntos. Quando finalmente fomos viver para a mesma casa, já nos conhecíamos quase de cor.
Joana: A nossa casa hoje é feita de pequenos rituais. Café da manhã sempre juntos, mesmo nos dias em que estamos a correr. Listas de mercado escritas à mão. Domingo é dia de cozinhar com calma e ouvir música antiga.
Celebrante: E quanto à cerimónia, que tom é que vos faz mais sentido? Mais solene, mais leve, com humor?
Joana: Queremos que seja íntimo. Vai estar pouca gente — uns sessenta convidados — e gostávamos que se sentisse como uma conversa com a sala, não um discurso. Humor, sim, mas o nosso humor: subtil, sem piadas óbvias.
Miguel: Concordo. E gostava que houvesse espaço para silêncios. Não me importo nada que as pessoas fiquem emocionadas, pelo contrário, mas não queremos forçar nada.
Celebrante: Falaram-me também da avó Alice. Querem que ela apareça na cerimónia?
Joana: Sim, muito. Ela já não está connosco, mas foi quem me ensinou a ler. Foi também ela que me ofereceu o livro que eu estava a ler no comboio quando conheci o Miguel. Gostava que fosse referida no momento da história, com naturalidade, sem pesar excessivo.
Miguel: E em relação aos votos: preferíamos escrevê-los nós, mas com a tua ajuda. Talvez possas dar-nos uma estrutura e nós preenchemos com as nossas palavras?
Celebrante: Combinado. Posso preparar uma estrutura simples — promessa, agradecimento, compromisso para o futuro — e vocês desenvolvem com calma. Quanto à troca de alianças, querem alguma palavra especial nesse momento?
Joana: Gostávamos que fosse breve. Talvez uma frase curta, dita por ti, e depois nós entregamos as alianças sem dizer mais nada. Que o gesto fale por si.
Miguel: E uma última coisa: para o fim, gostávamos de uma música específica — a que estava a tocar no café onde tivemos o primeiro encontro. Trago-te o nome por mensagem ainda hoje.
Celebrante: Perfeito. Tenho aqui muito material rico para começar a desenhar o guião. Marcamos uma segunda conversa daqui a duas semanas para revermos a primeira versão?
Grava as tuas conversas com os diversos intervenientes e transcreve automaticamente para poderes revisitar mais tarde cada palavra dita por cada pessoa.
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